Já sinto uma enorme saudade de sentir aquele ambiente, o ar daquelas velhas paredes, a rigidez daquela cama, passar noites inteiras na conversas com aqueles camaradas únicos, a vontade de estar abraçado a um e a outro, falar-mos das nossas vidas e contar episódios inéditos uns aos outros.
Amanhã já começam as aulas e não tenho aquela preocupação de fazer a cama de lavado, de preparar a farda, engraxar os sapatos, arear o barrete, ter o móvel arrumado ou até mesmo se tenho o cabelo e o talhe de barba apropriado para me apresentar na primeira formatura do dia e demonstrar que ser mais velho, não e só mandar fazer ou apenas dizer que se é mais velho.
Hoje seria uma noite de domingo em que voltamos das grandes férias do verão e temos tanta conversa para por em dia que sentimos as horas a correrem ao nosso lado como o vento, dizer todas aquelas parvoíces e rirmo-nos das aventuras dos outros, mas não, hoje é um domingo diferente em que estou encostado na minha cama, a ver televisão, a dormir sozinho no quarto, a ouvir o sino da cidade que me viu nascer e crescer, avisando que já são cinco da madrugada.
Sinto-me triste, não só por estar longe deles mas também por fora dela, ela casa tão amada, casa tão bela e tão ridente, onde cresci, ri, chorei e formei-me cidadão útil a esta Pátria tão, tão…
Conto os dias para que esteja-mos juntos novamente, cometer-mos aquelas loucuras e todas as nossas aventuras cheias de alegria.
Nunca irá passar este amor a essa casa tão bela e tão ridente…..
Sem comentários:
Enviar um comentário