segunda-feira, 22 de março de 2010

raiva

Estou com uma sede insaciável desta raiva cheia de ódio e dor, apetece-me levar tudo a minha frente, partir coisas como um louco, estou farto de tantas cenas que se passam nesta vida cruel, sinto-me como se fosse uma bomba relógio que está prestes a rebentar, como se estivessem a meter pólvora até ao limite enquanto um temporizador vai descontando o tempo, sem pausas, sem interrupções, sem intervalos, cada vez que me tento acalmar ele abranda mas aumenta todo o meu sentimento de revolta e a raiva contida, antes bem guardada numa gaveta.
Parece-me que algu neste mundo, muito forte, quer-me destruir, levar à loucura. Adoro sentir esta raiva, todo este poder, que me faz sentir grande, parece que ninguém é capaz de fazer frente, sem medo de nada, sem pensar nas consequências, sem sentimentos...
O cheiro da vingança torna-se cada vez mais intenso e parece insaciável, parece imenso. Vou adorar sentir o cheiro de todo aquele sangue derramado, ver um cenário a ser pintado de vermelho, de ódio, dor, raiva e tudo mais.
Sinto o meu corpo a reagir, sinto-me a acordar depois de tantos anos adormecido, os meu corpo fica inchado a cada momento que passa, o meu coração parece um motor de um camião a abanar o meu peito fazendo tremer o resto do corpo, os pulmões mudaram radicalmente a maneira de controlar o ar, o cérebro aquece e a adrenalina sobe a alta velocidade.
Cheira-me a perigo......

segunda-feira, 1 de março de 2010

sobre...

... aquilo de que todos falam e so eu e ela sabemos do tempo que passamos juntos. Foram bastantes os obstaculos que nos quiseram derrubar mas o nosso amor era grande e nao parecia ter fim. Sofri tanto nas mãos dela, sentia-me bem enquanto havia "nós", sentia e acreditava que havia magia e amor no ar. Era tudo tao lindo e fascinante que pensava que estava a sonhar e que estava no paraiso. Faziamos amor e ultrapassavamos todos os limites, os vizinhos ficavam a saber o quanto nos amava-mos, fizemos coisas que nunca faria nem irei fazer com mais ninguem, senti ciume, senti alegria, senti-me o rei do mundo... Nunca me tinha sentido assim. Foi tao maravilhoso enquanto durou. Durou o que tinha que durar, fizemos o que tinhamos de fazer, todos os momentos foram unicos... Parece ter chegado ao fim, dois meses passaram e nao arecia nada, quando subitamente... Fortes apertos nos coração sufocavam-me a alma, a minha mente sentia-se baralhada , precisava de mapas para encontrar as ideias, perdi totalmente o rumo da minha vida, senti-me como se a vida tivesse acabado, uma lamina passou-me de alto a baixo e dividiu-me onde uma parte ficou comigo e a outra parte fugisse de mim, tinha sido desmembranado, tinha se acabado a minha razao de viver, a chama da minha vida tinha-se apagado, a alma ficou acurralada no passado... Doi tanto quando o melhor sentimento do mundo nos prega estas partidas... Sinto que andas ai, viver longe de ti e complicado, viver sem ti e quase impossivel. Queria poder voltar-te a ver e dizer que estava tudo bem entre nos, era tao mas TAO bom dar-mos-nos bem independentemente do que se passou no nosso passado...
tudo se resumo a isto...

apenas isto...